- Aquele Bahia e Portuguesa para mim foi inesquecível. Eu assisti em casa com o Márcio, meu marido, e o Davi (filho). O Márcio gritava: “Vai, Jael!”. E o Davi subia no sofá e gritava “Bahêa”. Foi massa demais. Além de ter sido o jogo do acesso, eu fui cantar depois em Sauípe. Eu me vesti de Mulher Maravilha, foi massa demais. Uma emoção danada. Foi lindo - relembrou a cantora.
O jogo que marcou Claudia Leitte levou uma multidão ao estádio de Pituaçu. Bahia e Portuguesa fizeram o embate pelo qual a torcida do Bahia esperou durante sete anos. Com a bola rolando, o show ficou por conta de um atacante com nome de artista. Adriano "Michael Jackson" comandou a festa e marcou duas vezes. O atacante ainda sofreu um pênalti, que foi desperdiçado por Jael.
No segundo tempo, o capitão Nen marcou nos acréscimos o gol que deu números finais à partida e selou o acesso do Bahia à Série A, após um hiato de sete anos. A emoção tomou conta da cidade, e a torcida do Bahia, eleita naquela temporada como Torcida de Ouro pela CBF, fez a festa ao som da música que embalou a subida tricolor: "Xalaialaia, vamos subir, Esquadrão.
Futebol de botão estimula paixão
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| em 2010 Claudinha se vestiu de Mulher Maravilha |
- Minha relação com o Bahia é massa. Eu sou uma mulher que não entende muita coisa de futebol, mas gosto muito. Assisto a todos os jogos. Eu virei Bahia influenciada por uma amiga que torcia pelo time. Eu comecei a gostar, mas ainda não era "aquela coisa". Mas fiquei apaixonada quando comecei a jogar futebol de botão com meu irmão. Ele era Vitória e sempre me fazia jogar com o Bahia. Aí comecei a ficar apaixonada. Além disso, meu pai levava a gente para o estádio. E meu pai é torcedor do Fluminense. Aí, ele ficava no meio, eu de um lado e meu irmão do outro – contou a cantora.
No palco ou em cima do trio elétrico, Claudia Leitte faz questão de sempre lembrar o amor pelo Esquadrão de Aço. Antes de ser uma das principais puxadoras de trio do carnaval baiano, Claudinha era apenas uma foliã. E, nas ruas da Avenida Sete de Setembro, circuito mais tradicional da festa, a cantora acompanhou por muitos anos um ritual ligado ao futebol no meio da folia.
- No carnaval, eu lembro muito da relação que tinha entre o Bell (Marques, vocalista do Chiclete com Banana) e Ricardo Chaves. Aquela coisa de, no meio da avenida, em cima do trio, o Bell deixar a camisa do Bahia amarrada em um fio, e o Ricardo vir depois, pegar e cantar o hino do Bahia, era algo sempre maravilhoso – disse a cantora.

- Ver meu rosto em uma bandeira no meio da torcida é massa demais. Porque eles querem ver o bem do Bahia e me colocam ali no meio, então é algo muito emocionante. Ver meu rosto ali é algo que arrepia – disse.
Tricolor de coração, mas 'Neymarzete' assumida
- Eu não entendo muito de futebol, mas olho para ele e vejo que é especial. É um ser fadado ao sucesso. Uma pessoa muito especial. Ele é muito precioso. Espero que se mantenha assim. Meu filho, o Davi, fica louco quando o vê jogar. O nome do filho dele também é Davi. Então, quando a gente se encontra, a gente conversa sobre os filhos. No Twitter também, ele é sempre atencioso. Espero que mantenha esse sucesso e essa humildade - disse, depois de mostrar uma gravação em áudio do filho Davi cantarolando: "Eu quero ser Neymar."
- Eu mostrei para o Neymar quando a gente se encontrou. Ele adorou - completou.
Arisco, o pequeno Davi confirmou a idolatria pelo craque e mostrou dúvida quando perguntado sobre quem tem a preferência no seu coração, o Bahia ou Neymar. Mas terminou decepcionando o pai e fazendo a mãe cair na gargalhada.
- Bora, "Bahêa!" Mas Neymar é mais forte - disse o pequeno Davi Leitte.
(Fonte: Globo Esporte)



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